Presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia comparou a escolha do ministério para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao processo de escalação de jogadores para a Seleção Brasileira: Muitos querem fazer parte do grupo, mas inexoravelmente haverá descontentamentos. Em entrevista a jornalistas, nesta segunda-feira, Garcia admite certos descontentamentos entre os partidos da coalizão.
- Formar o ministério é como compor a seleção brasileira: sempre quem ficar de fora não vai gostar muito - disse.
O presidente pretende se reunir, nesta quarta-feira, com os oito partidos que integram o seu segundo governo. Lula deverá sinalizar, no encontro, quais as áreas definidas para as legendas que formam a coalizão de governo. O presidente petista diz que o PT já se preparou para a divisão dos cargos.
- O PT não tem problema algum, não teremos dificuldades (internas) - disse.
Reunido com as bancadas estaduais do PT e as equipes de transição dos governos eleitos dos Estados do Acre, Piauí, Sergipe, Pará e Bahia nesta segunda-feira, em Brasília, no entanto, o petista foi claro com relação ao que significará a coalizão.
- Não devemos ser ingênuos de acreditar que uma coalizão só se faz com idéias, se faz com interesses também", disse. E cobrou unidade do partido. "Para que possamos ter a unidade da base, precisamos antes ter a unidade do partido - reiterou.
Garcia comentou ainda que a coalizão não irá "desnaturalizar" o programa do presidente Lula para o próximo mandato.
- A idéia de que tem que diluir, por água no nosso programa, não é assim - disse.