A primeira-ministra eleita da Índia, Sonia Gandhi, já passava por uma crise nesta segunda-feira, mesmo antes de assumir o poder, depois que importantes políticos de esquerda se recusaram a participar de seu governo e os mercados tiveram quedas por temores quanto à política econômica do país.
As ações da bolsa de Bombaim caíram quase 16 por cento -- a pior queda em seus 129 anos -- antes que a negociação fosse suspensa por uma segunda vez. Posteriormente, a bolsa se recuperou um pouco, para uma queda de cerca de 9 por cento. A rúpia também caiu 0,8 por cento na segunda-feira, apesar do apoio do banco central.
Centenas de operadores e pequenos investidores protestaram do lado de fora da bolsa, no dia em que Gandhi deve visitar o presidente para assumir o poder.
Partidos de esquerda, que têm mais de 60 por cento dos 545 assentos do novo Parlamento, decidiram não se juntar formalmente ao Partido do Congresso e seus aliados na coalizão que deve ser confirmada na quarta-feira.
Eles prometeram apoio mesmo fora do bloco, mas a decisão provocou preocupação sobre a estabilidade do governo.
"Não faz sentido ficar do lado de fora e ditar termos. Apoio do lado de fora fará o governo mais instável", afirmou um operador de Bombaim.