Parlamentares alemães exigiram uma investigação sobre videogames violentos e jogos de simulação de guerra por conta de suspeitas de que eles influenciaram um jovem a atacar sua antiga escola com armas e explosivos.
O rapaz, 18, invadiu uma escola primária de Emsdetten encapuzado na segunda-feira ferindo 27 pessoas antes de cometer suicídio. O jovem, identificado apenas como Bastian B., era conhecido das autoridades e seria enviado a um tribunal nesta terça-feira respondendo a acusações de porte de arma, informou a polícia local. Segundo informações da mídia local, ele era fã de jogos de simulação de guerra.
Wolfgang Bosbach, vice-presidente do partido democrata cristão (CDU), da chanceler alemã, Angela Merkel, informou que está na hora de considerar a proibição de jogos que simulam a matança desenfreada.
- Precisamos de diretrizes efetivas para proteger as crianças da exposição a diferentes tipos de mídia, nós não precisamos de jogos de matança que podem levar a uma barbárie -, disse Bosbach segundo o site de notícias Netzeitung.
Christa Stewens, representante de órgãos de defesa da família no conservador Estado alemão da Bavária, pediu a proibição nacional de jogos de simulação de guerra (como paintball e de pistolas de laser, nos quais os participantes fingem matar um ao outro com armas que disparam balas de tinta ou laser).
A oposição Verde fez um alerta contra a proibição de games violentos. Volker Beck, um dos líderes dos Verdes no Parlamento alemão, disse que seria melhor evitar conclusões precipitadas e determinar o que teria motivado a violência de Bastian B.
<i>Games</i> violentos são responsabilizados por ataque
Terça, 21 de Novembro de 2006 às 20:00, por: CdB