No clássico dos reencontros no Mineirão, Atlético-MG e Santos fizeram uma partida muito disputada e emocionante até o final, neste sábado, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Mas o placar não saiu do 0 x 0, para a tristeza dos mais de 30 mil torcedores. O Galo chegou a quatro pontos na competição e o Peixe, a dois, O início da partida atrasou em três minutos por causa dos cumprimentos entre os jogadores e os técnicos. Celso Roth, que dirigiu o Santos no ano passado, foi o mais assediado pelos jovens que ele lançou em sua passagem pela Vila Belmiro, como o atacante Diego, que lhe deu um forte abraço. Do outro lado, o atacante Alessandro referenciou Emerson Leão, que o treinou no Peixe, em 1998. Após as cordialidades mútuas, a bola rolou no Mineirão e a partida começou com a as duas equipes marcando forte, sem dar espaço para os adversário. O atacante Nenê exagerou na tentativa de segurar as decidas do lateral-direito Cicinho e recebeu o cartão amarelo. Empurrado pela torcida, o Atlético tomou a iniciativa de sair mais para o ataque, mas quem primeiro levou perigo foi o Santos. O zagueiro André Luís cobrou falta, aos 12min, e a bola passou perto da trave de Velloso, já batido no lance. O Galo respondeu seis minutos depois numa cobrança de escanteio desviada de cabeça por Alessandro, que foi bem defendida por Fábio Costa. Mas o jogo tomou outros rumos a pós a expulsão de Nenê, que infantilmente colocou a mão na bola, no campo do Atlético, e, como já tinha amarelo, foi expulso. O Galo aproveitou a superioridade numérica e saiu mais para o ataque. A melhor oportunidade do time da casa foi aos 33min, numa cabeceada de Alexandre, que obrigou Fábio Costa a fazer grande defesa. Com um jogador a menos, o Santos se manteve forte na marcação e passou a sair somente nos contra-ataques. Como o Atlético se empolgou com a expulsão de Nenê foi para cima do visitante, o Peixe teve chances de marcar em jogadas rápidas, principalmente com Diego, mas não as aproveitou. As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo, mas a partida continuou emocionante. Aos 2min, o Santos quase marcou com o lateral-esquerdo Léo, que arriscou de fora da área e Velloso espalmou com perigo, mas a zaga atleticana recuperou a bola. A partir daí, o Atlético foi para o ataque e passou a pressionar o Santos, que marcava bem e dificultava a chegada do time da casa ao gol de Fábio Costa. Celso Roth decidiu mudar e colocou Paulinho, que não jogava há um mês e meio, no lugar de Alexandre, atendendo pedidos da torcida. Mas a equipe de Leão não se intimidou e equilibrou a partida no Mineirão, saindo nos contra-ataques. O atacante Ricardo Oliveira desperdiçou grande chance aos 24min na cara de Velloso, que salvou o Galo de levar o gol. O time de Roth se assuntou e diminuiu o ritmo, dando espaço para o adversário. No final da partida, aos 40min, o Atlético por pouco não fez alegria da torcida. Num ataque rápido, Guilherme desperdiçou grande chance de marcar, mas Fábio Costa salvou novamente. Três minutos depois, Juninho chutou forte e o goleiro santista fez outra grande defesa. ATLÉTICO-MG 0 X 0 SANTOS Atlético-MG Velloso; Cicinho, André Luiz, Scheidt e Marquinhos; Hélcio, Genalvo, Alexandre (Paulinho) e Lúcio Flávio (Juninho); Guilherme e Alessandro. Técnico: Celso Roth Santos Fábio Costa; Elano (Michel), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Diego (Alexandre) e Nenê; Robinho e Ricardo Oliveira Técnico: Emerson Leão Data: 5/4/2003 (sábado) Local: Mineirão, em Belo Horizonte Público: 30.483 pagantes Renda: R$ 286.891,00 Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (FIFA-RJ) Cartão amarelo: Nenê, Alex, Elano, Paulo Almeida (Santos); Cicinho (Atlético) Cartão vermelho: Nenê (Santos)