No jogo dos "desequilíbrios", como definiu o técnico do alvinegro Celso Roth, Atlético-MG e São Paulo empataram, em 2 x 2, neste domingo, no Mineirão. Foi um jogo altamente movimentado e ofensivo, cheio de alternativas, em que o resultado manteve o Tricolor sem derrotas, após quatro partidas, e interrompeu uma seqüência negativa do Galo. O São Paulo vencia por 2 x 1, resultado do primeiro tempo, até os 20min da etapa final, quando o meia Lúcio Flávio, um dos jogadores mais criticados pelos torcedores atleticanos, fez um golaço por cobertura. Com o empate, o Atlético-MG chegou a 12 pontos, dois a mais que o Tricolor paulista. A necessidade de vitória dos dois times fez com que o jogo Atlético-MG e São Paulo fosse ofensivo desde o início do primeiro tempo. Logo que o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon autorizou o início da partida os dois times partiram para o ataque. O Tricolor paulista chegou primeiro, com perigo. Aos 2min, o goleiro Velloso impediu o gol, ao defender chute à queima roupa de Júlio Baptista. A resposta atleticana foi no minuto seguinte, quando Cicinho, livre, chutou a bola na trave do goleiro Rogério Ceni. E os donos da casa, que vêm de duas derrotas seguidas no Brasileiro, continuaram rondando o gol são-paulino, até marcar aos 10min. Marquinhos cruzou da esquerda e o volante Ferrugem, jogando com a camisa 9, cumpriu a sina dos que atuam com aquele número e marcou de cabeça. O jogo continuou aberto. O São Paulo passou a tocar a bola com maior velocidade, do seu meio-campo para frente, aproveitando a habilidade e rapidez do seu quarteto, formado por Ricardinho, Kaká, Luís Fabiano e Reinaldo. Aos 21min, o time paulista empatou o jogo. Luís Fabiano saiu em velocidade e, em condições legais, driblou Velloso para fazer o seu nono gol no Brasileiro, empatando com o cruzeirense Deivid, na liderança da artilharia. O empate são-paulino trouxe as primeiras reações adversas da torcida atleticana, que, até então apoiava o time. Em campo, o gol adversário aumentou a intranqüilidade de alguns jogadores atleticanos, especialmente os encarregados da marcação, que começaram a falhar seguidamente. O segundo gol do São Paulo, que mais uma vez atuou sob a orientação do técnico interino Roberto Rojas, era questão de tempo. E não demorou muito. Saiu aos 34min, marcado por Kaká. Um minuto antes, o mesmo jogador, que teve boa atuação no primeiro tempo, obrigou Velloso a grande defesa, colocando para escanteio. Na cobrança, o volante Genalvo falhou feio e deixou a bola para o pentacampeão mundial desempatar. O Galo ainda teve uma ótima chance de empatar, aos 43min, quando o lateral-direito Cicinho acertou a trave, pela segunda vez. Foi mais uma jogada de gol, das muitas acontecidas na etapa inicial, quando as duas equipes juntas finalizaram 17 vezes, sendo 11 delas do alvinegro mineiro. Apesar disso, a torcida atleticana, que compareceu em pequeno número ao Mineirão, protestou contra a diretoria e o técnico Celso Roth, vaiando também os atletas. O segundo tempo começou com os times com as mesmas escalações e igualmente aberto. O Atlético, nervoso, errava seguidamente, em todos os setores. O São Paulo, por sua vez, procurava atrair o adversário, para sair em rápidos contra-ataques. Foi assim, por exemplo, aos 7min, quando Kaká quase ampliou. Ele chutou bem, mas Velloso fez ótima defesa. Na base do desespero, o Galo teve chances de empatar, mas esbarrou na má pontaria dos seus atacantes ou no goleiro Rogério Ceni. Aos 11min, Fábio Júnior, recebeu passe de Guilherme, e livre bateu para fora, num lance incrível, recebido com muita vaia pela torcida atleticana. Aos 13min, Cicinho recebeu passe de Fábio Júnior e, livre na área, bateu forte, mas o goleiro tricolor fez grande defesa. A partida continuou movimentada e com os dois times tentando o gol. Fábio Júnior saiu, vaiado, para a entrada do júnior Quirino, que na sua primeira jogada tocou a bola para Lúcio Flávio, que bateu por cobertura e fez belo gol, en