Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

"Gala Roland Petit" estreia temporada no Theatro Municipal

Duas das mais aclamadas criações do coreógrafo francês Roland Petit, Carmen e L’Arlesiènne, integram a Gala Roland Petit, que estreia temporada a partir desta quinta-feira com nove apresentações, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 09:29, por: CdB
bale-300x168.gif
Duas das mais aclamadas criações do coreógrafo francês Roland Petit, Carmen e L’Arlesiènne, integram a Gala Roland Petit, que estreia temporada a partir desta quinta-feira com nove apresentações, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Inspiradas nas composições homônimas do compositor Georges Bizet, as coreografias serão apresentadas pelo Ballet do TMRJ, dirigido por Hélio Bejani, e acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência de Carlos Calleja. Nos papeis principais, os bailarinos Claudia Mota, Márcia Jaqueline, Cícero Gomes e Filipe Moreira dividem o palco e se revezam com os convidados internacionais Sabrina Brazzo, Robert Tewsley e Andrea Volpintesta. – É a oportunidade de oferecermos ao público duas obras referenciais de Petit.  Ele é um coreógrafo pouco montado no Brasil, apesar de sua imensa importância na dança do século XX. Assisti este balé na Ópera de Paris e fiquei emocionada. Então partimos para adquirir os direitos.É uma honra ter peças de Petit em nosso repertório –, destaca a presidente da Fundação TMRJ, Carla Camurati. Criada por Roland Petit em 1949, Carmen é considerado o mais emblemático e popular ballet da carreira do coreógrafo francês, que iniciou sua própria companhia em 1944, ao deixar o posto de primeiro bailarino da Opéra de Paris e desenvolver uma profícua carreira com mais de 70 criações. Baseado na famosa história de Mérimée sobre o trágico romance entre a cigana Carmen e o soldado Don José, o ballet é dividido em cinco atos e tem música de Bizet, composta para sua ópera homônima. Vinte e cinco anos depois, Petit apresenta duas novas coreografias a partir da música de Bizet. Uma delas é L’Arlesiènne, inspirada na peça de Alphonse Daudet, de 1872, que em 1897 deu origem à ópera de mesmo nome de Francesco Cilèa. Com cenários inspirados nas pinturas de Van Gogh, Petit conta, em um ato, o casamento entre Frederi e Vivette, tragicamente terminado pela sombra de Arlesiènne, amor proibido do jovem Frederi, que não consegue esquecê-la. Notabilizadas por serem acrobáticas e angulosas e ao mesmo tempo poéticas e teatrais, muitas vezes recorrendo ao uso da mímica e do canto, as criações de Petit foram interpretadas por bailarinos do porte de Mikhail Baryshnikov, Margot Fonteyn, Natalia Makarova e Renée (Zizi) Jeanmarie – esposa do coreógrafo e sua musa inspiradora. Para este espetáculo, os cenários, figurinos, luz e coreografia dos dois ballets foram reproduzidos por membros da equipe de Roland Petit, como Luiggi Bonino, assistente do coreógrafo que está no Brasil para supervisionar as montagens. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal interpretará L’Arlesiènne e o arranjo de Carmen – criado especialmente para o balé por David Garforth –, sob a regência do maestro Carlos Calleja. O Maestro Silvio Viegas, Diretor Artístico do Theatro e seu Maestro Titular, que foi o responsável pela direção do ballet em 2010, faz uma análise dos trabalhos: – Carmen é uma das mais populares, fortes e contagiantes obras de todo repertório da música do século XIX. Além da ópera, em si, suítes, fantasias e inúmeras outras peças escritas por compositores das mais diversas origens foram baseadas nesta obra-prima que possui quase um século e meio de vida. Para a realização deste ballet, Roland Petit preferiu não utilizar as Suítes Carmen – ao contrário do que fez em sua L'Arlesiènne, quando usou os originais do compositor francês –, convidando o maestro David Garforth para uma nova releitura da obra. – Sua sólida formação musical e grande experiência como regente de balés nos deu, em minha opinião, uma das mais ricas releituras desta que é uma das mais encenadas óperas de todos os tempos. Seu trabalho não foi somente o de orquestrá-la, mas também alocá-la dentro de uma nova estrutura que a história ganhara na narrativa de Petit. Ora respeitando fielmente a partitura, ora fazendo pequenas mudanças de andamento ou agógica, ora reorquestrando, com extremo bom gosto, trechos conhecidos como a Habanera, por exemplo, Garforth consegue lançar uma nova luz sobre essa obra, sem perder a força, dramaticidade, colorido e beleza do original. É, a meu ver, uma das mais corretas e respeitosas obras escritas tendo como base a ópera Carmen de Bizet –, completa Silvio. Hélio Bejani, diretor do Ballet do TMRJ, faz coro: – Além de considerar imprescindíveis os trabalhos de Roland Petit em nosso repertório, destaco como principal importância para nossa companhia a possibilidade de experimentar o especial estilo deste renomado coreógrafo que une, com extrema competência e refinamento, técnica e interpretação. Ele cria uma atmosfera perfeita para que bailarinos e público deslizem de suas próprias realidades e realmente se envolvam com o espetáculo –, conclui. Temporada: Estreia: 9 de junho, quinta-feira, às 20h Dias 10, 11, 14, 15, 16, 17 e 18 de junho às 20h Dias 19 de junho às 17h  Theatro Municipal do Rio de Janeiro Praça Floriano s/n° - Centro Informações: 2299-1711  Preços: Plateia e balcão nobre – R$ 84,00 Balcão superior – R$ 60,00 Galeria – R$ 25,00 Frisas e camarotes – R$ 504,00 Desconto de 50% para estudantes e idosos Classificação etária: Livre Duração: 1h40 (com intervalo)
Tags:
Edições digital e impressa