A Itália tem provas de que Muammar Gaddafi planejava transformar a pequena ilha italiana de Lampedusa em um "inferno", ao enviar para lá de barco milhares de migrantes africanos desesperados, segundo o chanceler Franco Frattini. A Líbia é um tradicional ponto de reunião para os milhares de africanos que tentam chegar à Europa na ilha de Lampedusa, que fica na costa da Sicília. Um acordo entre a Líbia e a Itália para devolver os migrantes antes de eles entrarem nas águas territoriais italianas conteve o fluxo - até que, no começo deste ano, a guerra civil líbia eliminasse a possibilidade de controle fronteiriço nesse país, motivando uma nova leva de migrantes. A Itália já foi o maior aliado de Gaddafi na Europa, mas o regime agora deposto voltou sua ira contra a antiga potência colonial depois que Roma expressou apoio ao movimento rebelde e aderiu à operação militar da Otan na Líbia, segundo Frattini. - Temos (em nosso poder) mensagens terríveis, e elas serão divulgadas em breve, afirmou Frattini ao jornal católico Avvenire. - Temos provas das ordens dadas pelo governo de Gaddafi para transformar Lampedusa em um inferno: Coloquem milhares de pessoas desesperadas em barcos e deixem a ilha caótica. Temos provas e não podemos ignorá-las. A Itália também disse ter "mensagens" mostrando que autoridades líbias ordenaram que cadáveres de soldados fossem vestidos à paisana, para sugerir que a Otan estava matando civis em sua campanha militar. Desde o início da rebelião na Líbia, dezenas de milhares de migrantes chegaram a Lampedusa, quase abarrotando a pequena ilha, despreparada para o afluxo repentino.
Gaddafi quis transformar ilha italiana em "inferno", diz Roma
A Itália tem provas de que Muammar Gaddafi planejava transformar a pequena ilha italiana de Lampedusa em um "inferno", ao enviar para lá de barco milhares de migrantes africanos desesperados, segundo o chanceler Franco Frattini.
Sexta, 26 de Agosto de 2011 às 03:28, por: CdB