Gaddafi prepara ofensiva final a Benghazi após últimato
O exército líbio deu um ultimato nesta quinta-feira para os moradores de Benghazi, tomada pelos opositores, alertando para que deixassem os locais controlados por rebeldes e os depósitos de armas, informou a televisão do país. Moradores disseram que a cidade estava calma depois do ultimato, embora muitos estejam deixando o local o mais rápido possível.
O exército líbio deu um ultimato nesta quinta-feira para os moradores de Benghazi, tomada pelos opositores, alertando para que deixassem os locais controlados por rebeldes e os depósitos de armas, informou a televisão do país. Moradores disseram que a cidade estava calma depois do ultimato, embora muitos estejam deixando o local o mais rápido possível. Um texto transmitido na tela do canal Al-Libya disse aos moradores da cidade, no leste do país, que o Exército estava se aproximando para "apoiá-los e libertar a cidade das gangues armadas. Pedimos que vocês deixem até meia-noite (horário local) as áreas onde homens armados e depósitos de armas estão localizados".
– Isso é uma guerra psicológica – disse por telefone à agência inglesa de notícias Reuters o morador Faiza Ali.
Notícias da mídia local informaram na terça-feira que os apoiadores do líder Muammar Gaddafi fizeram protestos na cidade, o que os jornalistas internacionais não puderam confirmar. Não estava claro se esse alerta será seguido de alguma ação. Gaddafi disse ao canal LBC do Líbano que não esperava uma batalha em Benghazi, sede do Conselho Nacional provisório dos insurgentes, e que o povo líbio tem ajudado a combater os elementos da Al Qaeda naquela região.
Desaparecidos
Quatro jornalistas do diário norte-americano The New York Times continuam desaparecidos na Líbia. São eles Anthony Shadid, chefe do escritório do jornal em Beirute e vencedor, por duas vezes, do Prêmio Pulitzer por reportagens internacionais; Stephen Farrell, repórter e câmera sequestrado pelo Talebã em 2009 e resgatado por comandos britânicios; além de dois fotógrafos, Tyler Hicks and Lynsey Addario, com vasta experiência no Oriente Médio e África. A última vez que foram vistos estavam nos arredores da cidade de Ajdabiya.
Segundo o editor-executivo do Times, Bill Keller, eles teriam sido detidos em uma blitz entre Ajdabiya e Benghazi, cidades controladas por rebeldes no leste da Líbia. Semana passada, outros quatro jornalistas, entre eles um correspondente da agência britânica de notícias BBC, foram detidos pelas forças leais ao ditador Muammar Gaddafi. Há duas semanas, o correspondente do diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo foi preso e, após pressão do governo brasileiro, liberado após quatro dias em cativeiro.
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