Gaddafi, filhos e assessores do líder líbio serão investigados por violência
Promotor do Tribunal Penal Internacional, em Haia, disse que inquérito será neutro e poderá incluir membros da oposição caso eles também tenham cometido crimes.
O Tribunal Penal Internacional, TPI, abriu, nesta quinta-feira, uma investigação para apurar as causas e os responsáveis pela violência política na Líbia. Segundo agências de notícias, pelo menos mil pessoas podem ter morrido nos protestos contra o líder líbio Muammar Gaddafi. O anúncio do inqúerito foi feito pelo promotor do TPI, Luis Moreno Ocampo, em Haia, na Holanda.
Moreno Ocampo informou que os indivíduos identificados na investigação são Muammar Gaddafi, os filhos e os assessores do líder líbio. Ele disse ainda que o inquérito deverá durar várias semanas e será neutro.
Segundo ele, se membros da oposição cometeram crimes, eles também serão investigados. O promotor do TPI lembrou que manifestantes pacíficos foram atacados por forças de segurança durante os protestos contra Gaddafi.
A crise política na Líbia já causou a fuga de mais de 150 mil pessoas. A maioria delas está cruzando as fronteiras com a Tunísia e com o Egito. Na quarta-feira, a ONU pediu cerca de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 68 milhões, para atender os refugiados.
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