Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Intervenção militar na Líbia deixaria milhares de corpos, alerta Gaddafi

O líder líbio Muammar Gaddafi afirmou, nesta quarta-feira, num discurso transmitido pela televisão estatal, que poderão existir “milhares de mortos” em caso de uma intervenção militar estrangeira no país.

Quarta, 02 de Março de 2011 às 06:06, por: CdB
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O líder líbio Muammar Gaddafi afirmou, nesta quarta-feira, num discurso transmitido pela televisão estatal, que poderão existir “milhares de mortos” em caso de uma intervenção militar estrangeira no país. – Milhares de líbios irão morrer caso exista uma intervenção dos Estados Unidos ou da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia. Desde 1977, eu e os oficiais (que lideraram a revolução de 1969) entregamos o poder ao povo – disse perante uma plateia de apoiadores, reunidos numa cerimônia pública em Trípoli. A plateia reagiu com frases de apoio ao líder líbio. Gaddafi voltou a dizer que “não existem manifestações na Líbia”, contrariando os registos de centenas de mortos e os relatos de que os rebeldes já controlam as principais localidades da região Leste do país. O líder líbio argumentou mesmo que as “grandes manifestações” realizadas no país foram feitas em seu apoio. – Homens, mulheres, crianças e velhos participaram em manifestações (de apoio) sem precedentes mas os canais árabes via satélite não transmitiram – frisou. Gaddafi, que foi interrompido por diversas vezes pelo público, apelou ainda à Organização nas Nações Unidas (ONU) para enviar uma comissão de inquérito à Líbia. – Apelamos ao mundo e à ONU para enviar uma comissão de inquérito à Líbia para esclarecer as circunstâncias da morte de civis e polícias – disse o governante, garantindo ainda que “não existem presos políticos na Líbia”. O líder líbio assegurou que as suas forças irão combater “até a última gota de sangue” para “proteger a Líbia”, uma vez que “a conspiração vem do estrangeiro”. Desde 15 de fevereiro Gaddafi enfrenta uma onda de contestação sem precedentes desde a sua ascensão ao poder, em 1969. Os confrontos, segundo números levantados por organizações humanitárias, já causam centenas de mortos.
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