Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Gaddafi busca apoio de rebeldes islâmicos, diz filho

O regime de Muammar Gaddafi está cortejando rebeldes islâmicos para que se voltem contra os insurgentes liberais, disse o filho do governante líbio em entrevista, confirmando os esforços de Trípoli para aproveitar as divisões dentro da oposição, as quais ficaram claras com o recente assassinato do principal comandante militar rebelde.

Quinta, 04 de Agosto de 2011 às 12:07, por: CdB

O regime de Muammar Gaddafi está cortejando rebeldes islâmicos para que se voltem contra os insurgentes liberais, disse o filho do governante líbio em entrevista, confirmando os esforços de Trípoli para aproveitar as divisões dentro da oposição, as quais ficaram claras com o recente assassinato do principal comandante militar rebelde.Gaddafi O jornal The New York Times disse que um dirigente rebelde da facção religiosa, citada por Saif al Islam Gaddafi como sendo o seu interlocutor, confirmou os contatos, mas negou ter rompido com os seus aliados liberais. Em seus 41 anos no poder, Gaddafi tem reprimido duramente os ativistas islâmicos, e muitos deles aderiram à insurgência iniciada há cinco meses para tentar depor o governante. Rumores de divisões dentro do movimento rebelde se intensificaram desde que o general Abdel Fattah Younes foi assassinado, depois de ser convocado para voltar da linha de frente para Benghazi, a "capital" dos rebeldes no leste da Líbia. Saif al Islam disse ao que o governo e os militantes islâmicos irão divulgar nos próximos dias uma declaração conjunta anunciando sua aliança. "Os liberais vão fugir ou serão mortos", afirmou o filho de Gaddafi, que já foi apontado como um reformista e possível sucessor dele. - Vamos fazer isso juntos... A Líbia vai ficar parecendo a Arábia Saudita, o Irã. E daí?, disse ele. - Sei que eles são terroristas. Eles são sanguinários. Eles não são legais. Mas é preciso aceitá-los. Segundo ele, os contatos do regime foram com Ali Sallabi, o "verdadeiro líder" da rebelião e o "guia espiritual" dos militantes. Falando ao Times, Sallabi disse que foi procurado pelo regime, mas continua participando da rebelião. - Os liberais são parte da Líbia, acredito no direito deles de apresentarem seu projeto político e convencerem as pessoas a respeito dele. Sallabi disse ainda que Saif al Islam teve muitas discussões com a oposição. - A primeira coisa discutida foi a saída deles do poder, acrescentou. A morte de Younes ainda não foi totalmente esclarecida. Ela expôs rivalidades tribais dentro da insurgência, e também divisões entre as alas islâmica e liberal, além de gerar preocupações sobre a estabilidade líbia caso os rebeldes consigam tomara o poder. Saif al Islam disse que representantes de Trípoli se reuniram em duas ocasiões na Itália depois que Younes rompeu com o governo - ele era ministro do Interior, cargo em que fez muitos inimigos - e aderiu à rebelião. - Dissemos a ele: Você afinal será morto, porque está brincando com as cobras, e ele disse: absurdo.

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