O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defendeu a nova lei de distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal, aprovada nesta quarta-feira pelo Congresso. Para ele, os Estados produtores não terão perdas, mas os Estados que não produzem petróleo passarão a ganhar uma parcela dessa riqueza. Mas fez uma ressalva:
– Acho que tem que ter um pouco mais para os estados produtores e também um pouco mais do que há hoje para os que não produzem –, disse Gabrielli.
Segundo o projeto aprovado, parte o dinheiro do petróleo do pré-sal será reservada para a União e Estados e municípios produtores ou que sejam afetados pela exploração. O restante será dividido meio a meio entre todos os Estados e municípios com base nos critérios de distribuição dos fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.
– Para a Petrobras, a distribuição dos royalites é indiferente porque vamos pagar de qualquer maneira. Eu, como cidadão, acho que a distribuição da forma como está é inadequada, porque concentra uma quantidade de royalites em alguns estados. Acho, por outro lado, que a distribuição igualitária é inadequada porque os Estados onde está a produção devem recolher mais –, afirmou o presidente da estatal.
Gabrielli admitiu a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto aprovado.
– Acho que o presidente pode vetar. Ele tem poder para fazer isso. Mas não posso dizer qual a posição do presidente.
Sobre licitações para exploração do pré-sal em 2011, Gabrielli disse que quem vai definir essa questão é o Conselho Nacional de Política Energética. A decisão vai depender da “necessidade de acelerar o desenvolvimento de novas áreas e, por outro lado, fazer com que a indústria nacional acompanhe essa aceleração.”
Gabrielli: Produtores devem ficar com maior parte dos royaties do pré-sal
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defendeu a nova lei de distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal, aprovada nesta quarta-feira pelo Congresso. Para ele, os Estados produtores não terão perdas, mas os Estados que não produzem petróleo passarão a ganhar uma parcela dessa riqueza.
Sexta, 03 de Dezembro de 2010 às 08:50, por: CdB
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defendeu a nova lei de distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal, aprovada nesta quarta-feira pelo Congresso. Para ele, os Estados produtores não terão perdas, mas os Estados que não produzem petróleo passarão a ganhar uma parcela dessa riqueza. Mas fez uma ressalva:
– Acho que tem que ter um pouco mais para os estados produtores e também um pouco mais do que há hoje para os que não produzem –, disse Gabrielli.
Segundo o projeto aprovado, parte o dinheiro do petróleo do pré-sal será reservada para a União e Estados e municípios produtores ou que sejam afetados pela exploração. O restante será dividido meio a meio entre todos os Estados e municípios com base nos critérios de distribuição dos fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.
– Para a Petrobras, a distribuição dos royalites é indiferente porque vamos pagar de qualquer maneira. Eu, como cidadão, acho que a distribuição da forma como está é inadequada, porque concentra uma quantidade de royalites em alguns estados. Acho, por outro lado, que a distribuição igualitária é inadequada porque os Estados onde está a produção devem recolher mais –, afirmou o presidente da estatal.
Gabrielli admitiu a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto aprovado.
– Acho que o presidente pode vetar. Ele tem poder para fazer isso. Mas não posso dizer qual a posição do presidente.
Sobre licitações para exploração do pré-sal em 2011, Gabrielli disse que quem vai definir essa questão é o Conselho Nacional de Política Energética. A decisão vai depender da “necessidade de acelerar o desenvolvimento de novas áreas e, por outro lado, fazer com que a indústria nacional acompanhe essa aceleração.”