Gabinete de Sarkozy nega que empresária financiou campanha dele
PARIS (Reuters) - O gabinete do presidente francês, Nicolas Sarkozy, negou as informações publicadas nesta quarta-feira pelo diário Libération de que ele recebeu dinheiro da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, para sua campanha eleitoral em 2007.
O jornal publicou trechos do livro "Sarkozy me matou", que será lançado na quinta-feira, e que ameaçam reavivar um escândalo político e financeiro que agitou a França no ano passado e abalou o governo de Sarkozy.
"Essas alegações são escandalosas, infundadas e falsas", disse à Reuters um porta-voz do gabinete de Sarkozy.
Uma fonte do setor judiciário afirmou à Reuters que algumas pessoas provavelmente seriam questionadas sobre o assunto, mas é improvável que o caso vá muito longe.
No entanto, as alegações têm de fato o potencial de criar publicidade indesejada para Sarkozy, faltando apenas alguns meses para a eleição presidencial de 2012, na qual se prevê que ele sairá vitorioso.
A líder do oposicionista Partido Socialista, Martine Aubry, pediu uma nova investigação sobre as acusações e perguntou por que não tinham sido reveladas antes.
O livro, escrito por dois jornalistas do influente diário Le Monde, trata dos negócios de várias pessoas com Sarkozy e afirma que o primeiro magistrado a investigar o caso Bettencourt, Isabelle Prévost-Desprez, disse que uma testemunha declarou ter visto a herdeira da L'Oréal entregar dinheiro para Sarkozy quando ele estava em campanha eleitoral.
Reuters