Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Gabinete convoca estudantes de Medicina

Um contingente de mais de 300 pessoas aguardavam, na manhã de terça-feira, por um atendimento médico nos postos de saúde e hospitais da rede pública fluminense. Segundo dados do gabinete de crise instalado no Rio de Janeiro, aos quais o Correio do Brasil teve acesso, com exclusividade, entre os pacientes o número de crianças era de mais de 60%. Diretor de hospital que recusa pacientes pode ser preso

Terça, 01 de Abril de 2008 às 08:03, por: CdB

Um contingente de mais de 300 pessoas aguardavam, na manhã de terça-feira, por um atendimento médico nos postos de saúde e hospitais da rede pública fluminense. Segundo dados do gabinete de crise instalado no Rio de Janeiro, aos quais o Correio do Brasil teve acesso, com exclusividade, entre os pacientes o número de crianças era de mais de 60%. Mesmo na rede pública, segundo informações colhidas pelos médicos que integram o grupo que coordena os esforços contra a dengue no Estado, a situação é de desespero.

- No Pronto Baby, um hospital pediátrico privado da Zona Sul do Rio, desde o final da tarde até agora (início da manhã desta terça), havia mais de 400 crianças esperando pelo atendimento - disse um dos médicos que atuam no gabinete de crise, que prefere não se identificar.

A falta de profissionais para atender à população é outra dificuldade enfrentada no combate à dengue. Entre as soluções pensadas pelas autoridades de Saúde do Estado para reforças as equipes de atendimento está a convocação dos alunos de medicina que cursam o 5º e o 6º ano da faculdade.

- Percebeu-se que será difícil trazer profissionais de outros Estados para atuar no Rio. Além do volume exagerado de recursos que uma medida dessas significaria, iriamos vestir um santo para descobrir outro, como diz a sabedoria popular. Sabemos que o número de médicos nos Estados vizinhos está na conta, às vezes até abaixo do necessário, para atender à demanda nestas regiões. Uma solução pensada foi a convocação dos estudantes quintanistas e sextanistas de Medicina, que já têm um convívio maior com a rotina hospitalar e poderão desenvolver, sem nenhuma dificuldade, as tarefas exigidas para o combate aos sintomas da dengue - disse o médico.

No front externo, outra medida adotada a a partir desta manhã, é o pedido de prisão preventiva para os diretores dos hospitais públicos federais que, até agora, vinham se recusando a receber pacientes após às 19h.

- Esses dirigentes poderão receber voz de prisão da autoridade policial presente por omissão de socorro - disse a fonte.

Enquanto isso, no ex-blog do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, o executivo municipal vê um alento na epidemia que, até agora, matou mais de 40 pessoas apenas no munícípio do Rio e 67 em todo o Estado. Segundo Maia, "este Ex-Blog já havia comentado uns dias atrás. Um surto epidêmico forte num ano produz, numa linguagem leiga, uma proteção alta às pessoas, por um período seguinte ou mais. São Paulo, por exemplo, no primeiro trimestre de 2007 teve 44.760 casos comprovados. Neste primeiro trimestre estes números caíram muito".

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