O G8, que reúne os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia, pretende ajudar na criação de uma força de paz global com mais de 50 mil integrantes, nos próximos cinco ou seis anos, informaram autoridades norte-americanas no final da noite desta terça-feira.
As autoridades, em uma entrevista concedida durante uma cúpula do G8, disseram que a iniciativa partiu do pedido norte-americano de ajuda para colocar fim às guerras que assolam o mundo.
"A peça central dessa iniciativa será um comprometimento dos países do G8 de treinar um certo número de pessoas, que esperamos supere o número de 50 mil em todo mundo, nos próximo cinco ou seis anos. O programa começaria pela África", afirmou uma das autoridades, que não quis ter sua identidade revelada.
"E uma promessa como essa é algo, de certa forma, único: é a primeira vez que o G8 adota uma medida do tipo. A entidade disse que vai treinar vários integrantes de forças de paz dentro de um período e que vai dar-lhes equipamentos e vai levá-los onde desejam estar", afirmou.
As autoridades disseram que, apesar de a iniciativa dever ser lançada na África, onde a carência é maior, sua meta era mundial. "A idéia é treinar as forças de paz e equipá-las a fim de permitir que cheguem onde quer que sejam necessárias, em qualquer parte do mundo."
"A segurança é um pré-requisito para todas as reformas e modalidades de progresso que queremos promover em todo o mundo."
Uma das autoridades afirmou que a Itália - que integra o G8 ao lado dos EUA, Grã-Bretanha, França, Canadá, Alemanha, Japão e Rússia - ofereceu um centro de treinamento seu para ser usado.
O governo norte-americano, comandado pelo presidente George W. Bush, tentaria agora obter uma autorização do Congresso para gastar 660 milhões de dólares nos próximos cinco anos com o treinamento e o equipamento dessas forças, disseram autoridades dos EUA.