A Grã-Bretanha fez um apelo nesta sexta-feira por mais empenho na luta para livrar a África das doenças e da pobreza, mas ministros das Finanças dos países mais ricos do mundo, reunidos em Londres, pareciam distantes de atender às esperanças do continente.
- A ajuda pode ser a diferença entre a vida e a morte. Há uma vontade de chegarmos a um acordo - disse o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, à rádio BBC antes de negociações nas quais, segundo afirmou, tinha esperanças de ver firmado um acordo. Ele ressaltou, contudo, que "ainda há muito a ser feito".
Em jogo está a promessa do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, de fazer de 2005 o ano em que os países ricos fariam sacrifícios para cancelar a dívida externa dos países mais pobres da África e dobrar a ajuda enviada à África, onde milhões de pessoas morrem todos os anos devido a doenças e à falta de alimentos.
Os ministros das Finanças, que se reúnem nesta sexta-feira e neste sábado, também devem discutir seus próprios problemas econômicos, como o ritmo lento de crescimento da Europa e do Japão, os déficits recordes dos EUA e a tensão envolvendo a expansão da economia chinesa.
No entanto, o principal foco da reunião dos ministros dos países-membros do G8 será a África. O grupo é formado por EUA, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha e Rússia.
Brown vem defendendo pessoalmente a causa da África, mas, segundo analistas, o problema acabará nas mãos de Blair - o G8 realiza uma cúpula em julho próximo.
O ministro britânico afirmou, de toda forma, que pretendia ver um acordo firmado em Londres, neste final de semana.
Representantes do Brasil, da China, da Índia e da África do Sul devem participar de um café-da-manhã com ministros do G8 neste sábado.