"Nós cumprimentamos as autoridades brasileiras pela sua gerência econômica capaz e bem-sucedida cooperação com o programa do FMI e recebemos bem sua decisão recente de continuar com essas políticas sem um programa adicional", diz o comunicado do grupo.
Sobre a Argentina, o tom é bem diferente. "Depois da troca da dívida, a Argentina precisa lidar com o débito restante, de acordo com a política de empréstimos pendentes do FMI, e realizar reformas para garantir o crescimento sustentado", diz o comunicado.
Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, disse que o comunicado não deve ser visto como uma "crítica" à Argentina.
"Eu não leria o comunicado como uma crítica. Eu leria como uma indicação do que o G7 acha que deveria ser feito em seguida, que é ter uma estratégia para lidar com os outros credores", afirmou Snow.
Importante
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que a menção ao Brasil no comunicado do G7 é importante, pois aumenta a confiança no crescimento sustentado de longo prazo do país.
"É importante porque são as principais economias do mundo, que tem relações fortes com o Brasil no setor econômico e principalmente comercial", afirmou o ministro.
"O pronunciamento do G7 tem certamente um impacto entre investidores e agentes econômicos e é muito bom para o Brasil."
Sobre a Argentina, Palocci disse que o assunto também foi discutido na reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, do FMI, e que o grupo também vai mencionar os avanços obtidos pela Argentina até agora para negociar a dívida em moratória com os credores privados.
"A Argentina negociou 76% dos seus títulos, e isso não pode deixar de ser visto como um avanço importante. Acho que todos devemos trabalhar para a Argentina vença suas dificuldades, retorne a normalidade do seu financiamento, porque para o nosso continente o desempenho econômico da Argentina é muito importante".
Próximos passos
A troca da dívida em moratória, num total de US$ 81,8 bilhões, realizada em fevereiro, teve aceitação de 76% dos credores, para um pagamento de 25% do valor de face dos títulos.
Apesar das pressões, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse esta semana que o governo não vai reabrir o processo.
"Se a Argentina fizer um novo programa com o FMI, que aparentemente está em discussão no momento, esse programa deve refletir novos compromissos com políticas que vão permitir que a Argentina tenha um bom crescimento econômico, estável e sem pressões inflacionárias", afirmou Snow.
"Eu não diria que é uma crítica, mas uma declaração de como o G7 vê os próximos passos", completou.
Pobres
O comunicado não traz, como era esperado, uma solução para a dívida dos países mais pobres, principalmente da África.
Diz apenas que "houve progressos no nosso desejo de reduzir em até 100% a dívida sem reduzir os recursos disponíveis para os países mais pobres".
Snow disse que houve "um grande progresso" na questão e que outros países estão chegando a um consenso sobre a proposta americana de cancelamento da dívida.
"Houve um movimento em direção a esta proposta. Há uma boa convergência", afirmou o secretário do Tesouro americano.
Ele disse que o nível de e