Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

G7 busca resposta conjunta para a crise e o livre comércio

O G7, grupo das sete maiores potências industriais do mundo, temendo um aumento do protecionismo, fará tudo o que puder para combater a recessão e evitar uma distorção no livre comércio, informa um comunicado conjunto que está sendo preparado para divulgação após uma série de conversas neste sábado.(Leia Mais)

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009 às 09:40, por: CdB

O G7, grupo das sete maiores potências industriais do mundo, temendo um aumento do protecionismo, fará tudo o que puder para combater a recessão e evitar uma distorção no livre comércio, informa um comunicado conjunto que está sendo preparado para divulgação após uma série de conversas neste sábado.

O esboço do documento, cuja cópia foi obtida pela Reuters durante reunião de ministros das Finanças em Roma, procura acalmar temores de que os governos, determinados a proteger os empregos e as indústrias nacionais, abandonem compromissos de uma competição justa entre as nações.

Durante a noite, o Congresso norte-americano aprovou um pacote de estímulo à economia no valor de US$ 787 bilhões, que inclui dezenas de bilhões de dólares para projetos de construção pública. Nessas ações, existe a condição de que sejam utilizados aço norte-americano e outros bens fabricados no país.

O documento informa que estabilizar a economia e os mercados financeiros é fundamental no atual momento, sugerindo que todos têm que trabalhar juntos e usar as opções políticas possíveis para o máximo de efeito coletivo.

"Continuaremos trabalhando juntos para evitar exageros e distorções indesejadas", disse o esboço.

Em encontro que começou na sexta-feira, Alemanha e Grã-Bretanha disseram que há o risco de que o mundo testemunhe uma repetição da espiral de protecionismo vista durante a Grande Depressão de 1929.

– A luta contra o protecionismo nunca foi tão necessária quanto hoje – afirmou à Reuters o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling.

– Faremos tudo para assegurar que a história não se repita – acrescentou o ministro alemão, Peer Steinbrueck.

Essas declarações destacam a crescente preocupação sobre o que parece uma contradição entre promessas de livre comércio e medidas que parecem algo diferente na prática, como a cláusula Buy American do plano de estímulo de Washington e o auxílio a compras de veículos nacionais na França e na Itália.

Darling afirmou que discutiu a cláusula norte-americana com o novo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.

– Creio que os Estados Unidos estão muito cientes de suas obrigações para com o mundo – disse.

O esboço do comunicado, entretanto, não salientou a libra esterlina e o iene, fazendo referências apenas genéricas à excessiva volatilidade das moedas.

O encontro do G7, que envolve ministros e autoridades dos bancos centrais de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá, é uma prévia da uma reunião, em abril, do G20, que inclui também as economias em desenvolvimento.

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