Domingo, 21 de Setembro de 2014 às 09:36, por: CdB
Putin, Dilma e Obama estiveram próximos durante eventos na Cúpula do G20 no ano passado, mas não neste ano, possivelmente
Os ministros das Finanças dos países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, informaram em comunicado, neste domingo, que acordaram meta de crescimento adicional de 1,8% nos próximos cinco anos, no âmbito das reformas que serão promovidas pelos países-membros. A nota oficial, porém, não especifica de que maneira pretendem atingir este objetivo mas, na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.
O comunicado do G20 assinala ainda que serão necessárias mais medidas para promover o crescimento da economia dos países do G20 em 2%, sem detalhar quais seriam elas. Ao participar da reunião ministerial do G20, a diretora do FMI, Christine Lagarde, citou um estudo do organismo segundo o qual a economia do grupo crescerá apenas 1,5%. Na véspera, o ministro francês das Finanças, Michael Sapin, a expectativa de crescimento em 1,8%, abaixo dos objetivos do grupo, que discutiu na reunião cerca de 900 propostas para impulsionar a economia. O encontro ministerial, preparatório da cúpula de líderes de novembro, em Brisbane, terminou neste domingo.
Nas reuniões anteriores, ao longo deste sábado, líderes financeiros do G20 empenharam-se em perseguir o crescimento global mais elevado, mas permaneceram divididos sobre a forma de alcançá-lo, com a Alemanha contrária aos pedidos dos Estados Unidos e de outros para mais estímulo imediatos. Ao abrir o encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias do mundo neste, o ministro do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, delineou uma ambiciosa agenda para impulsionar o crescimento global, deixar o sistema bancário mundial à prova de fogo e fechar brechas fiscais para grandes multinacionais.
– Temos a oportunidade de mudar o destino da economia global – disse Hockey, que em fevereiro lançou uma campanha para adicionar 2 pontos percentuais para o crescimento mundial em 2018 como parte da presidência da Austrália do G20.
Tal meta tem parecido cada vez mais distante, com membros da China ao Japão, Alemanha e Rússia tendo falhado nos últimos meses. Ainda essa semana, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu suas previsões de crescimento para a maioria das principais economias.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, pediu para a zona euro e o Japão fazerem mais para incrementar a demanda e revitalizar a atividade, sinalizando que a Alemanha tem escopo para fazer muito mais, graças ao seu superávit comercial crescente.
Berlim não ficou feliz. "Nós não vamos concordar com estímulos míopes", disse um representante alemão no G20, argumentando que na maioria dos países a dívida ainda era demasiadamente elevada para permitir o aumento dos gastos.
A Alemanha tem estado sob intensa pressão para permitir que a zona do euro alivie a austeridade fiscal para impulsionar sua economia por meio de mais gastos do governo ou cortes de impostos.
Os membros do G20 são a União Europeia, o G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia. O Brasil está representado na Austrália pelo secretário de Relações Internacionais, Carlos Márcio Cozendey. Também participam da reunião o secretário do Tesouro americano, Jack Lew; o subsecretário de Fazenda do México, Fernando Aportela; o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría; e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, entre outros.
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