Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

G20 concorda em manter estímulo econômico

Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 – grupo que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento – se comprometeram a manter medidas de estímulo até que a recuperação da economia global esteja consolidada. (Leia Mais)

Domingo, 08 de Novembro de 2009 às 09:47, por: CdB

Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 – grupo que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento – se comprometeram a manter medidas de estímulo até que a recuperação da economia global esteja consolidada.

– As condições econômicas e financeiras melhoraram após a nossa resposta coordenada à crise. No entanto, a recuperação ainda é instável e permanece dependente de políticas de apoio, e a alta taxa de desemprego é uma grande preocupação –, diz o documento final do encontro do G20 encerrado neste sábado na cidade escocesa de Saint Andrews.

– Para restaurar a saúde da economia global e do sistema financeiro, nós concordamos em manter o apoio à recuperação até que ela esteja consolidada –, diz o texto.

A reunião foi ofuscada pela proposta do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de um novo “contrato social” para os bancos, que os tornariam mais responsáveis diante da sociedade.

Imposto sobre transações

Brown sugeriu a criação de um fundo para ajudar bancos em dificuldades no futuro, que poderia ser financiado por um imposto sobre transações financeiras internacionais.

O premiê disse que o setor financeiro é tão importante que os governos não têm opção, a não ser intervir quando ele entra em colapso.

– E não pode ser aceitável que os benefícios do sucesso deste setor sejam colhidos por uns poucos, mas os custos de seu fracasso pesem sobre todos nós –, afirmou.

No passado, a Grã-Bretanha se opôs a impostos sobre transações financeiras, acreditando que eles poderiam prejudicar as atividades da City de Londres, o distrito financeiro da capital.

Brown disse que é necessária uma ação “global” para reformar o sistema bancário mundial e que “a Grã-Bretanha não vai agir, a não ser que os outros ajam conosco”.

A proposta do premiê britânico, porém, foi recebida sem entusiasmo pelos outros países do G20.

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que seu país não está preparado para apoiar um imposto sobre transações internacionais.

Os ministros e presidentes de bancos centrais do G20 também se comprometeram com ações para garantir o financiamento necessário no combate às mudanças climáticas e em trabalhar juntos para o sucesso da conferência da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

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