Países que integram o G20, cujos ministros de Finanças se reunirão em Londres no final desta semana, acreditam que a economia mundial está se estabilizando, afirmou uma fonte do governo britânico na quarta-feira. A autoridade disse que dados recentes, particularmente na zona do euro, mostraram "que nós (do G20) estabilizamos a economia global... mas todo mundo pensa que é certamente muito cedo para declarar a vitória."
É muito cedo para os governos suspenderem medidas adotadas para lidar com a crise econômica global, segundo a fonte.
– O sentimento geral é de que as medidas de suporte precisam ser mantidas até que a recuperação esteja garantida – afirmou a autoridade.
A reunião do G20 deve focar as conversas em maneiras para ajudar a garantir a recuperação nas economias mundiais, informou o ministro de Finanças da Grã-Bretanha, Alistair Darling, nesta quarta-feira. Em uma carta aos colegas do G20, Darling propôs que os formuladores de política devem se concentrar "na atual conjuntura macroeconômica e mais respostas necessárias para garantir a recuperação."
Ele também escreveu que os formuladores de políticas precisam conversar sobre remuneração no setor bancário.
– Nós precisamos discutir sobre tomar mais ações sobre pagamento e compensação de executivos – disse.
Ministros de Finanças e representantes dos bancos centrais das principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento se reunirão em Londres nos dias 4 e 5 de setembro.
Contração
A economia da zona do euro contraiu-se apenas ligeiramente no segundo trimestre de 2009 ante o primeiro, abatida por quedas nos estoques e no investimento privado. A agência de estatísticas Eurostat confirmou nesta quarta-feira sua estimativa preliminar de queda de 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no período, após a contração de 2,5% no primeiro trimestre.
O PIB na comparação com o segundo trimestre de 2008 caiu 4,7%, dado revisado ante a leitura preliminar de recuo de 4,6%. No primeiro trimestre, a queda anual havia sido de 4,9%. A queda dos estoques foi a maior contribuição negativa no segundo trimestre, de 0,7 ponto percentual no resultado trimestral. O recuo no investimento privado veio em seguida, tirando 0,3 ponto.
Austrália
Se a crise ainda persiste na Europa, o panorama começa a mudar para a Austrália, que cresceu no ritmo mais forte em um ano no segundo trimestre, já que uma agressiva política de estímulo do governo elevou os gastos do consumidor e dos empresários. O crescimento de 0,6% sobre o segundo trimestre de 2008 foi o maior entre todos os países em desenvolvimento.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu também 0,6% na comparação com o primeiro trimestre, quando a expansão foi de 0,4%. Esse número superou a previsão de analistas de alta de 0,2% e foi o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2008.