Ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais do Grupo do Sete países mais desenvolvidos (G-7) têm neste sábado a dura tarefa de chegar a um acordo sobre como segurar a desvalorização do dólar.
Embora animados com a forte retomada da economia mundial nos últimos seis meses, essas lideranças mundiais estão preocupadas com a possibilidade de queda do dólar em função dos grandes déficits comercial e fiscal dos Estados Unidos.
Os membros europeus do G-7, que tiveram suas exportações prejudicadas pela valorização do euro frente ao dólar, afirmaram na sexta-feira que querem chegar a um consenso sobre a necessidade de um alerta ao mercado a respeito das fortes oscilações das moedas.
O Japão também pediu mais estabilidade no câmbio, mas se reservou o direito de intervir no mercado para segurar o iene.
Elaborar um comunicado conjunto desta vez está se provando delicado, porque os EUA estão satisfeitos com o empurrão que um dólar mais fraco está dando às exportações, especialmente em ano eleitoral. Um comunicado final deve ser divulgado neste sábado.
O secretário do Tesouro norte-americano, John Snow, gastou boa parte da sexta-feira em encontros com os colegas do G-7 tentando dissuadi-los das críticas mais duras e argumentando que estão sendo adotadas medidas para conter os déficits comercial e fiscal dos EUA.
Em reuniões bilaterais com representantes da Grã-Bretanha, Canadá, Itália, França e Alemanha, Snow admitiu que o déficit fiscal de 521 bilhões de dólares em 2005 é muito grande, mas que deve ser cortado pela metade até 2009.