Um fuzileiro da Marinha é desligado da corporação por ser portador do vírus da aids. De acordo com o "Jornal Nacional", o fuzileiro naval descobriu que é soropositivo há cinco anos quando foi licenciado pela Marinha para tratamento médico. Há dois anos voltou à ativa porque não apresentava sintomas da doença.
Segundo a Marinha, ele está sendo excluído porque o tempo de serviço, que é de no mínimo quatro anos, foi concluído. Mas ele se diz discriminado por causa da doença. "Não é só o meu caso. Tem vários casos fora do estado do Rio de pessoas que foram excluídas da Marinha por ser soropositivo", contou ao "JN".
Uma lei de 1988 estende ao portador do vírus da aids do direito de aposentadoria. No caso dos militares, a reforma. Como foi afastado, o salário do o fuzileiro foi cortado. Ele perdeu também o acesso ao hospital naval onde era atendido e tem um mês para deixar o apartamento que pertence à Marinha onde ele mora com a família. A mulher dele também é soropositivo, mas o filho do casal, de 2 anos, não contraiu a doença.