Os diretores comerciais da Varig e da TAM enfrentam na terça-feira as autoridades reguladoras da concorrência dispostos a convencê-las que o acordo de vôos compartilhados (code-sharing) deve ser mantido, mesmo sem a fusão.
A idéia, segundo fonte do setor, é levar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a proposta de criar uma empresa para gerir o code-sharing. "Hoje cada uma tem metade dos assentos, e custos e receitas ficam separados. Com a criação da empresa, os custos e as receitas serão divididos", explicou a fonte, que não quis se identificar.
O vice-presidente Comercial e de Planejamento da Varig, Alberto Fajerman, defendeu o compartilhamento dos vôos, mas evitou comentar sobre a nova empresa. "Vamos levar algumas opções ao Cade e discutiremos juntos a melhor forma de continuar essa parceria, que tem dado bons resultados para todos", disse.
Por causa do acordo, a Varig vai fechar o ano com lucro operacional despois de sete anos no vermelho. Compartilhando assentos nos aviões desde março de 2003, as duas companhias melhoraram a ocupação dos seus vôos para uma média superior aos 60% em 2003, contra média de cerca de 50% em 2002.