Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Furlan: Diferentes informações sobre IPI foi estratégia do governo

Segunda, 01 de Dezembro de 2003 às 10:58, por: CdB

O ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Luis Fernando Furlan, disse nesta sexta-feira que a divulgação de diferentes informações ao longo da última sexta-feira sobre a renovação do acordo que reduzia o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi "uma estratégia do Governo". Furlan disse que a tendência era de que o acordo não fosse renovado pelo Governo, o que também foi anunciado pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega, durante a tarde de sexta-feira.

No final do dia, o ministério da Fazenda divulgou nota informando a renovação do acordo até fevereiro do ano de 2004.

-Eu e o ministro Antonio Palocci (Fazenda) conversamos permanentemente e havia uma negociação com as montadoras em curso. A renovação do acordo unilateralmente não seria vantajoso ao consumidor e por isso combinamos a exigência de contrapartidas das montadoras-  disse o ministro.

Segundo Furlan, ao negar publicamente que o acordo seria renovado, o Governo pressionou as montadoras a garantirem a contrapartida de manutenção dos preços dos veículos e do nível do emprego no setor.

-Foi a estratégia do jogo e por isso o presidente Lula não anunciou a renovação do acordo quando participava do Enaex- complementou, referindo-se à presença de Lula no Encontro Nacional dos Exportadores no Rio de Janeiro, ocorrido na última sexta-feira.

Medida já está no Diário Oficial

Segundo informou a jornalista Rosana de Cassia, o governo publicou nesta segunda no Diário Oficial da União o decreto que prorroga por mais três meses o acordo de redução do IPI para os automóveis. O acordo terminaria ontem, último dia de novembro e foi prorrogado até 29 de fevereiro de 2004. Até esse período, as empresas do setor automotivo se comprometem a cumprir o principal objetivo do acordo que é não promover demissões.

 

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