Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, defendeu hoje no I Seminário de Oportunidades de Negócios Internacionais, em Ribeirão Preto, interior do estado, a redução da burocracia como forma de fortalecer as exportações brasileiras. -Há muitos segmentos onde nós podemos ter ganhos de produtividade com a redução do tempo perdido com a burocracia e os custos que isso leva- afirmou.
O ministro ressaltou os bons resultados das exportações do país em julho e disse que o aumento nas importações não preocupa. -Os números estão mostrando que em julho nós temos um crescimento das importações acima de 40% em relação a julho do ano passado, mas ao mesmo tempo as exportações estão surpreendendo, com 47% acima do mês de julho do ano passado. Nós temos uma vitalidade nos dois sentidos hoje- disse Furlan.
-A nossa expectativa é que, no segundo semestre, nós vamos ter um crescimento vigoroso das importações pela atividade econômica do mercado externo- acrescentou.
As principais importações do país hoje são nas áreas de combustíveis, petróleos, fertilizantes, bens de capital, componentes, matérias-primas e bens duráveis, segundo o ministro. -Isso deve ser encarado de forma natural. Nossa grande guerra não é reduzir as importações. É continuar aumentando as nossas exportações, melhorando a infra-estrutura, ganhando mercados e mostrando o que o Brasil tem- afirmou.