Os investimentos em infra-estrutura não devem ser prejudicados por eventual aumento do superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros da dívida externa). A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luíz Fernando Furlan, nesta segunda-feira, ao comentar a possibilidade de o governo aumentar a meta de superávit primário, atualmente em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas do país.
- Eu acredito que eventuais mudanças, reajustes de percurso na política econômica não deverão prejudicar os investimentos prioritários da infra-estrutura, porque isso é que vai fazer o resultado - disse. Furlan destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu prioridade a investimentos em infra-estrutura, principalmente nas áreas de transporte e logística.
A possibilidade de elevação da meta circulou na semana passada nas conversas em Brasília, como forma de mostrar que o fim do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não vai mudar a disposição do governo de controlar as contas públicas
Ele lembra também a disposição do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) de ser não apenas um financiador, mas também investidor.
- Este é o caso das ferrovias, onde a BNDESPar (subsidária do banco) será um sócio importante colocando capital de risco para haja aceleração dos investimentos - disse.
O ministro participou, em São Paulo, da abertura da Feira Internacional da indústria do Plástico (Brasilplast 2005), que reúne 65% de fabricantes de máquinas e equipamentos, 25% de fornecedores de resinas e material plástico e 10% de artigos transformados. O ministro demonstrou sua satisfação pelo setor do plástico, que passou a apresentar bons resultados nos últimos dois anos, depois de apresentar déficits. A expectativa para esse ano é que as exportações da indústria de plástico atinjam a marca de US$ 1bilhão.