Na avaliação do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, os embargos impostos às carnes brasileiras não deverão afetar as exportações no curto prazo. Para o ministro, a competitividade do país permitirá o equilíbrio da balança comercial.
- Há soluções técnicas que podem ser aplicadas e com isso evitar bloqueio permanente. Ao mesmo tempo o país também é exportador de carne cozida e outros produtos - disse o ministro na abertura do Fórum de Competitividade da Indústria de Carne.
Até agora, 43 países já impuseram barreiras totais ou parciais à carne brasileira devido aos focos de febre aftosa do Mato Grosso do Sul e, possivelmente, no Paraná. O ministro considera, ainda, que o tratamento pelo qual a carne é submetida, após levada a uma temperatura de 2°C, elimina o vírus da doença e a possibilidade de contágio. Ele afirmou também que o foco de origem é conhecido e os animais são analisados.
- O Brasil tem sob controle essa ameaça. Também estamos assegurando que esses países não tomem medidas apressadas e desinformadas que criem obstáculos às exportações - afirmou.
Luiz Fernando Furlan elogiou o "trabalho extraordinário" do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o apoio dado por empresários a ele:
- Ele está se mobilizando com a sua equipe para articular medidas emergenciais que visem solucionar os problemas que estão aí. Ele tem todo nosso apoio porque sabemos que boa parte do sucesso das exportações brasileiras veio do agronegócio e da atuação dele - defendeu.