O furacão Ivan, que castigou países do Caribe e o sudeste dos Estados Unidos no ano passado, pode ter gerado algumas das ondas mais altas já registradas, anunciaram cientistas em um artigo na edição desta semana da revista <i>Science</i>.
Uma das ondas que surgiu durante a passagem do Ivan pelo Golfo do México, em setembro de 2004, tinha 27,7 metros - mais do que um prédio de 10 andares. Ela não chegou a ser sentida em regiões costeiras. Também foram registradas 24 outras ondas com mais de 15,2 metros.
Dados obtidos por sensores do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos permitiram a descoberta das ondas, mas os cientistas suspeitam que os mesmos sensores não chegaram a registrar outras que podem ter chegado a 40 metros.
No estudo, as ondas mostraram ser maiores do que o esperado, indicado que as teorias a respeito da formação delas durante a passagem de furacões precisariam ser revisadas.
<b>Estudo necessário</b>
- Nossos resultados indicam que ondas com mais de 25 metros não são eventos isolados, mas bastante comuns durante furacões - disse o doutor David Wang, um dos autores do estudo.
Ele disse que, como se espera que a atividade dos furacões aumente nas próximas décadas, mais pesquisas precisam ser conduzidas sobre o assunto.
Ainda segundo Wang, a onda de 27,7 metros foi a mais alta registrada com instrumentos em águas territoriais dos Estados Unidos.
Em 1991, uma tempestade registrada na costa do Estado americano de Massachusetts, teria formado uma onda de 30,5 metros - uma das mais altas de todos os tempos. A onda até inspirou um filme, Mar em Fúria (2000).