Tempestade mais forte dos últimos anos causa devastação no Haiti, matando dezenas e deixando rastro de destruição. Sudeste americano está em estado de emergência, enquanto milhares de moradores buscam proteção
Por Redação, com DW - de Washington:
O furacão Matthew, a tempestade mais forte a atingir o Caribe em quase uma década. Ele avançou sobre as Bahamas nesta quinta-feira, após deixar um rastro de destruição no Haiti, República Dominicana e Cuba.
O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos alertou que Matthew deverá ainda ganhar força enquanto se dirige ao litoral do sudeste norte-americano, onde uma evacuação em massa já está em andamento.
No Haiti, o número de mortos aumentou para 23, enquanto as autoridades tentam restabelecer contato com as regiões mais atingidas. Chuvas e ventos fortes provocaram inundações e deslizamentos de terra.
– A situação em muitas cidades que sobrevoamos é catastrófica – afirmou o presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, após avaliar os danos na região sul do país.
Mortos
Segundo a Defesa Civil, o número de mortos não inclui a província de Grande Anse, que está sem comunicação após ser atingida pelo olho do furacão. Mais de 21 mil pessoas tiveram de ser levadas para abrigos temporários, e três estavam desaparecidas.
As enchentes levaram ao ressurgimento de um surto de cólera, com ao menos oito casos registrados até o momento. Em torno de 2 mil casas foram inundadas e dez escolas sofreram danos.
O total de mortos em consequência da passagem do furacão Matthew até o momento é de 27, incluindo quatro mortes ocorridas na República Dominicana. Esse número deve ainda aumentar, uma vez que algumas comunidades e equipes de resgate estão sem comunicação.
Apesar de o furacão, que chegou a ser de categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, ter perdido intensidade, o NHC espera que recupere força ao longo do dia e atinja a categoria 4, com ventos de entre 210 e 249 km/h, devendo chegar à Flórida durante a noite.