O primeiro furacão da temporada de 2005 perdeu força ao atingir a América Central na sexta-feira, mas suas fortes chuvas ameaçam provocar deslizamentos.
Quando o Adrian chegou a El Salvador, nas primeiras horas da manhã, cerca de 20 mil pessoas de áreas costeiras já estavam em abrigos de emergência, enquanto outras tentavam se proteger em suas casas ao lado de reservas de água e comida.
Imagens de TV mostraram árvores caídas e galhos arrancados nas ruas em meio a uma forte chuva no território salvadorenho. Também correm perigo a Guatemala, Honduras e a Nicarágua.
-Teremos de esperar até ele ter saído de El Salvador para avaliar os danos provocados - afirmou o presidente do país, Tony Saca, em uma entrevista coletiva.
Horas antes, quando a tempestade provocava uma forte chuva na costa, Saca disse que a situação era "séria", mas pediu calma à população.
Depois de passar de uma tempestade tropical a um furacão nesta quinta-feira, o Adrian tomou a direção de San Salvador, com ventos médios de 120 quilômetros por horas e rajadas mais violentas, disse o Centro Nacional de Furacões em Miami (EUA).
O governo hondurenho já declarou estado de emergência.
- Estamos nos preparando para o pior - disse o presidente do país, Ricardo Mauro, na noite desta quinta-feira.
A Guatemala - onde dois homens foram mortos e dois ficaram feridos quando um deslizamento atribuído ao Adrian atingiu operários que cavavam uma vala perto da fronteira com o México - diminuiu seu grau de alerta.
Apesar de ser menos forte que o furacão Iris, que atingiu o norte da América Central em 2001, o Adrian fez a região lembrar-se do Mitch, que matou 10 mil pessoas ali, em 1998.