Dezenas de milhares de libaneses, muitos gritando frases contra a Síria, acompanharam nesta quarta-feira o cortejo funerário do ex-primeiro ministro Rafik al-Hariri, morto na última segunda-feira em Beirute.
Homens choravam descontroladamente à medida que o cortejo passava pelas ruas de Beirute, tomada por pôsteres do empresário sunita assassinado em um possível ataque suicida contra seu comboio.
- Síria fora, Síria fora - gritava a multidão, enquanto a ambulância que transportava o corpo de Hariri era saudada com arroz lançado de varandas. O incidente trouxe à tona lembranças da guerra civil de 1975 a 1990 e ressaltou as conturbadas relações do Líbano com sua vizinha Síria. Ele levou também a maior pressão, liderada pelos EUA e pela França, para que a Síria deixe o Líbano.
Hariri deve ser enterrado em uma mesquita ainda inacabada que ele financiou no coração de Beirute. Diversos ministros europeus e árabes, assim como o chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, e o secretário-assistente de Estado dos EUA, William Burns, foram a Beirute para prestar suas homenagens ao político mais conhecido do Líbano.