Agora ele conseguiu irritar a direita e confundir a esquerda. É, o nosso velho e conhecido FMI, publicou um estudo - "Experiências Recentes na Administração de Fluxos de Capitais" - em que recomenda aos países emergentes que utilizem o controle de fluxos de capitais. A ser isso que o Fundo quer, é uma medida histórica, já que ele jamais endossou este tipo de política antes.
Mas, vejam bem, isso é o que entendeu a direita e a irritou. A esquerda vê manobras na história. Vejam vocês, nesse estudo em que o FMI analisa outros emergentes além do Brasil, ele critica os dois aumentos do Imposto sobre Operações Finaceiras (IOF) em relação aos investimentos estrangeiros, adotados pelo nosso país.
Também confessa sua preocupação em relação a um superaquecimento da nossa economia e ao crescimento do crédito e da inflação. Segundo o documento "provas empíricas indicam que o IOF não obteve um efeito claro e duradouro no câmbio".
O FMI admite, porém, que a medida teve algum efeito - daí o seu "apoio" - em termos de controlar o capital especulativo de curto prazo, mas afirma que este fluxo migrou para mercados futuros.
Para o FMI, os países emergentes devem promover o ajuste fiscal (quando não existir risco de superaquecimento), a valorização de suas moedas e a compra de reservas no exterior. Agora, a pergunta que não quer calar: o que há por trás desse discurso do FMI? Paulo Nogueira Batista Jr responde no post abaixo.
Fundo irrita a direita e confunde a esquerda
Quarta, 06 de Abril de 2011 às 13:05, por: CdB