Para tentar conter a crise no Instituto do Coração (Incor), a Fundação Zerbini, que administra o hospital, pediu um empréstimo de R$ 120 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tentar conter a crise.
O pedido foi divulgado na última quarta-feira em entrevista coletiva realizada no Incor, em São Paulo.
Segundo Nilo Cello, consultor do hospital, a dívida da fundação com bancos e fornecedores é de R$ 245 milhões - metade dela com o BNDES - e foi responsável pela demissão de 34 dos 68 funcionários da Fundação Zerbini, na última sexta-feira.
No hospital, que conta hoje com aproximadamente 3,5 mil funcionários, a crise não provocou demissões, mas afetou o salário dos médicos.
O empréstimo pedido pela fundação ao BNDES é parte de um plano de ação para a recuperação do hospital.
O plano prevê ainda a elevação do teto do SUS, a busca de elevação de convênios, a transferência de funcionários e de compras para o Hospital das Clínicas, a redução da folha e de serviços profissionais e uma renegociação da dívida com os credores.
- Recebendo o empréstimo, a fundação espera honrar suas dívidas. Temos uma dívida com bancos privados de aproximadamente R$ 80 milhões e de R$ 50 milhões com fornecedores, e temos também que pagar os funcionários, - disse o médico Jorge Kalil, presidente do Conselho Diretor do Incor e do Conselho Curador da Fundação Zerbini.
Há a expectativa de que o Ministério da Saúde colabore com a dívida fornecendo R$ 20 milhões.