Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2026

Fundação da UnB está sob intervenção

Segunda, 18 de Fevereiro de 2008 às 07:08, por: CdB

A partir desta segunda-feira, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB), passa a ser administrada pelo interventor Luiz Augusto Souza Fróes.

Desde o sábado, por determinação da desembargadora Nídia Correa Lima, cinco diretores estão afastados da fundação. Ela acatou o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e considerou que a Finatec vem praticando irregularidades em contratos mediante dispensa de licitação e aplicando irregularmente recursos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento científico e à pesquisa.

Segundo o Ministério Público, entre os gastos da Finatec estão o carro do reitor da UnB, Timothy Mulloland, no valor de R$ 72 mil, e objetos de decoração para o apartamento funcional dele, na ordem de R$ 470 mil.

O afastamento definitivo dos diretores da fundação precisa ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), mas não há data para a decisão. Na próxima quarta-feira, a Associação dos Docentes da UnB fará uma assembléia.

Os professores defendem o afastamento do reitor da universidade, Timothy Mulholland, embora não tenham poderes para retirá-lo do cargo. A sede da Finatec passou o domingo sem nenhum policiamento, já que a Polícia Militar decidiu retirar o plantão porque entendeu que não houve determinação judicial para que policiais se fixassem no local. No sábado, vários PMs cercaram o prédio a pedido do Ministério Público.

O capitão da PM, Jefferson de Castro, garantiu que a ordem dos promotores era não deixar ninguém entrar.

– O ofício do Ministério Público solicita que o comandante-geral faça policiamento extensivo no prédio para que nenhum material seja retirado do prédio. Não pode entrar ninguém. Só o promotor tem acesso, afirmou.

O advogado da Finatec, Francisco Caputo Neto, considerou a medida arbitrária.

– É uma arbitrariedade, um abuso de direito. Em momento algum foi determinado o lacre do edifício e que fosse impedido o acesso dos funcionários ou dos diretores às dependências da Finatec, argumentou.

Os promotores que pediram o patrulhamento no prédio alegaram que foram mal interpretados pela polícia e informaram que o uso da força policial foi para assegurar que nenhum documento desapareça e ainda que  não havia qualquer proibição para entrar ou sair da Finatec.

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