A greve dos funcionários dos Correios prossegue por tempo indeterminado, decidiram nesta sexta-feira as assembléias realizadas na capital e nas cidades de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Em Curitiba, 500 trabalhadores participaram da votação, em frente à sede da empresa.
A categoria rejeitou a proposta definida pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) e pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), de prorrogar por três meses o abono emergencial de 30% sobre os salários dos carteiros e, depois desse prazo, o benefício passar a ser pago como adicional de risco.
Na manhã desta sexta, uma primeira assembléia, em Curitiba, já havia decidido pela continuidade da paralisação, confirmada à tarde. De mãos dadas, os funcionários cantaram o Hino Nacional e pediram a demissão do presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, e dos diretores regionais da empresa.
— Custódio, autoritário, devolva o meu salário —, gritavam os trabalhadores.
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná, Nilson Rodrigues dos Santos “ o trabalhador quer que os 30% sejam incorporados em definitivo ao salário”.
A paralisação, iniciada na terça-feira, já atinge 45 municípios. Na avaliação do sindicato, estão em greve 90% dos 3 mil carteiros lotados no Paraná. Já segundo estimativa da assessoria de imprensa da empresa, são cerca de 65% dos funcionários no estado.
O tráfego diário de correspondências simples no Paraná é, em média, de 1,2 milhão. Também são entregues por dia cerca de 60 mil cartas registradas e 30 mil encomendas por Sedex.
Funcionários dos Correios mantêm greve no Paraná
Sexta, 04 de Abril de 2008 às 16:56, por: CdB