Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Funcionários dos Correios fazem protesto em Curitiba

Os funcionários dos Correios realizam nesta quarta-feira, em Curitiba, um panelaço nas imediações da sede da empresa. O protesto é contra o corte do vale-alimentação dos trabalhadores em greve. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, afirmou que os grevistas não vão se intimidar com a ameaça de que este mês não serão depositados os créditos referentes à alimentação. (Leia Mais)

Quarta, 16 de Julho de 2008 às 06:36, por: CdB

Os funcionários dos Correios realizam nesta quarta-feira, em Curitiba, um panelaço nas imediações da sede da empresa. O protesto é contra o corte do vale-alimentação dos trabalhadores em greve. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, afirmou que os grevistas não vão se intimidar com a ameaça de que este mês não serão depositados os créditos referentes à alimentação.

Segundo o secretário, quem não trabalha aos sábados recebe R$ 491 e aqueles que trabalham nos fins de semana ganham R$ 575. Ele disse que a tendência é fortalecer cada vez mais o movimento de greve, que já atinge 70% da categoria no Paraná.

Diariamente, os cerca de 4 mil carteiros do Estado entregam um total de 1,4 milhão correspondências. De acordo com Santos, o setor mais afetado pela greve é o da distribuição. Pelo menos 700 mil objetos deixam de ser distribuídos a cada dia de paralisação.

Os trabalhadores reivindicam o cumprimento do acordo que garante o adicional de risco de 30% para os carteiros, a negociação do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) e a revisão da participação nos lucros, distribuída, segundo eles, de forma desigual.

O Tribunal Superior do Trabalho apresentou na terça-feira, durante uma audiência de reconciliação, a criação de um plano de cargos e salários para a Empresa de Correios e Telégrafos, elaborado com a participação dos servidores e com 30% de aumento sobre o salário-base. Manifestantes do Distrito Federal que aguardavam o fim da audiência na porta do TST rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve.

O representante da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Alberto de Mello Mattos, disse na terça-feira, que concordou com a proposta , mas que os representantes dos grevistas vão submetê-la à assembléia. Os trabalhadores de todo o país têm até a próxima quinta-feira, para votar a proposta. A proposta também prevê um valor extra, ainda não definido, proporcional às horas trabalhadas nas ruas. Além disso, a empresa descontaria do salário dos grevistas só a metade dos 15 dias parados e, no prazo de 60 dias, nenhum coordenador do movimento seria demitido.

A proposta foi apresentada em audiência de conciliação pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rider Brito, com o objetivo de pôr fim à greve de funcionários da empresa.

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