Após realização de assembléia, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram paralisar suas atividades a partir de 22h desta quarta-feira na Capital e na Grande São Paulo. Eles afirmaram que não vai haver entrega de cartas e que a paralisação é por tempo indeterminado. Como retaliação, a empresa deve dar falta e descontar o pagamento dos grevistas por dia parado.
Os trabalhadores querem um reajuste salarial maior do que os 3,74% oferecidos pela empresa. Os trabalhadores alegam que o aumento é menor do que a inflação atual. Exigem ainda reposições de perdas salariais de 1994 a 2004, licença-maternidade para as mulheres, auxílio-educação para a categoria, implantação de cargos e salários e concessão de um adicional de periculosidade aos carteiros.
Por meio da assessoria de imprensa, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Brasília informou que os faltosos terão desconto no salário e rebateu as reivindicações. Segundo a ECT, desde o início do governo Lula, em 2003, os funcionários já teriam tido 103,35% de reajuste.
Alegou ainda que propôs um adicional de R$ 50 a todos os trabalhadores – a categoria pediu R$ 200. A paralisação deve ocorrer em outros estados do país, informação que não foi confirmada pela assessoria de imprensa dos Correios.
Funcionários dos Correios decidem pela greve em SP
Quarta, 12 de Setembro de 2007 às 18:43, por: CdB