Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Funcionários do BC decidem se mantêm greve

Quarta, 28 de Setembro de 2005 às 08:30, por: CdB

Em reunião realizada, nessa terça-feira, em Brasília, o governo federal propôs reajuste salarial médio entre 4% e 5% para os funcionários do Banco Central.

Os agentes do BC no Rio de Janeiro, em greve há uma semana, decidem se o movimento terá tempo indeterminado a partir desta quarta-feira.

A proposta foi debatida em assembléia, marcada em frente à sede do banco, no centro da cidade.

Os funcionários querem pelo menos a reposição de 15% referentes às perdas com a inflação durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários do BC no Rio, Sérgio Belsito, a falta de um acordo com o governo gerou o impasse.

Os serviços essenciais, como assistência médica e dentária, foram mantidos, mas o movimento da mesa de operação de câmbio e operações financeiras está sendo reduzido e deve parar totalmente, caso a greve seja mantida.

Belsito disse também que o Meio Circulante, setor responsável pela distribuição de dinheiro para os outros bancos, está parado e algumas agências do interior do estado começam a ter problemas de abastecimento.

Ele acrescentou que o mesmo pode acontecer nas agências bancárias e caixas eletrônicos da capital, a partir da próxima semana.

A assessoria do BC em Brasília informou que não há, até o momento, registro de falta de dinheiro nos bancos e nos caixas eletrônicas por causa da greve.

Segundo a assessoria, o Meio Circulante do BC distribui dinheiro em dez capitais e, no caso de greve, além de diminuir a demanda por papel, o abastecimento é feito com dinheiro de uma reserva de contingência do Banco do Brasil, que é distribuída por um serviço terceirizado.

O Banco Central só deve ter uma avaliação da situação no fim da tarde.

Além dos funcionários do BC, os do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, no Rio, aderiram à paralisação nacional de 24 horas.

Todas as agências dos dois bancos no centro da cidade estão fechadas. Os funcionários do BB fazem assembléia às 17 horas para avaliar a adesão ao movimento e decidir se mantêm a greve por tempo indeterminado.

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