Os funcionários do Banco Central vão aderir à greve dos servidores públicos federais prevista para esta terça-feira e voltarão a cruzar os braços por 24 horas. A decisão, segundo nota divulgada no Rio pela assessoria de Imprensa do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), é que a paralisação, a terceira da categoria em menos de um mês, afetará, principalmente, as atividades do Departamento de Meio Circulante (Mecir), encarregado de distribuir o dinheiro na rede bancária das principais cidades. Assim como já ocorreu na última paralisação, os servidores do BC também realizarão manifestações nas 10 regionais do BC, incluindo a sede, em Brasília, reivindicando a aprovação imediata do Plano de Cargos e Salários da categoria. Segundo o presidente do Sinal, Sérgio Belsito, o BC está à beira do caos. Vem sofrendo uma evasão grande de servidores e a situação poderá se agravar com a atual proposta do governo para a reforma da Previdência, daí a adesão ao movimento. - Cerca de 800 funcionários dos 4,6 mil devem deixar o banco este ano para evitar as novas regras da aposentadoria e 1,5 mil nos próximos três anos. Ou seja, em pouco tempo o banco poderá ter apenas 2,5 mil funcionários para manter suas principais funções - afirmou Belsito. No Rio de Janeiro, os funcionários farão um ato de protesto, na porta do Banco, com show de chorinho e distribuição de churros, cachorro-quente e pipoca ao público.
Funcionários do Banco Central aderem à greve nesta terça
Segunda, 07 de Julho de 2003 às 18:29, por: CdB