Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Funcionários de bingos protestam em Brasília

Funcionários de casas de bingo de todo o país fizeram, nesta quarta-feira, em Brasília, manifestação à favor da regulamentação do setor. De acordo com a Associação Brasileira dos Bingos (Abrabin) cerca de 300 ônibus estão na capital. (Leia mais)

Quarta, 16 de Maio de 2007 às 08:12, por: CdB

Funcionários de casas de bingo de todo o país fizeram, nesta quarta-feira, em Brasília, manifestação à favor da regulamentação do setor. De acordo com a Associação Brasileira dos Bingos (Abrabin) cerca de 300 ônibus estão na capital. O número ainda não foi confirmado pela Polícia Federal. Às 11h, os trabalhadores tiveram uma audiência na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

De acordo com a associação, com o fechamento de todas as casas de bingo, cerca de 40 mil pessoas perderão seus empregos. Uma caminhada, que teve início na Catedral seguiu até a frente do Congresso Nacional.

De acordo com os organizadores da manifestação, cerca de 15 mil pessoas se reuniram na Esplanada. Durante todo o caminho, os manifestantes seguravam faixas de protesto e gritavam palavras de ordem, como "Bingo, regulamentação já!", e "Aqui jaz 300 mil empregos". Além disso, os trabalhadores fizeram questão de lembrar que os seus empregos não estavam relacionados com acusações de corrupção no setor. "Bingo: emprego sim, corrupção não", diziam.

Os trabalhadores do setor contam com o apoio da Força Sindical e do deputado Paulinho (PDT-SP), que deve se encontrar também ainda nesta quarta-feira com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, lembrou que os bingos geram 120 mil empregos diretos e a regulamentação dará ao trabalhador acesso a todos os direitos previstos em lei. - A regulamentação contribuiria para acabar com crimes como lavagem de dinheiro - disse Paulinho.

Grande parte dos bingos que funcionava por liminares foram fechados após a deflagração da Operação Furacão, em abril, quando pessoas ligadas ao setor foram presas. A acusação da Polícia Federal é que a prática de compra e venda de sentenças era utilizada para a liberação do funcionamento desse setor, entre outros. Depois disso, diversas casas foram fechadas.

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