Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Funcionários da Varig promovem marcha 'pelega' em Brasília

Associações de funcionários da Varig e sindicatos que os representam realizaram vigília nos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em São Paulo (Congonhas) e no Rio Grande do Sul (Salgado Filho). Os trabalhadores se manifestaram, segundo sindicalistas, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública sobre a necessidade de manter a empresa em atividade. (Leia Mais)

Terça, 11 de Abril de 2006 às 08:52, por: CdB

Associações de funcionários da Varig e sindicatos que os representam realizaram vigília nos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em São Paulo (Congonhas) e no Rio Grande do Sul (Salgado Filho). Os trabalhadores se manifestaram, segundo sindicalistas, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública sobre a necessidade de manter a empresa em atividade.

Em Brasília, 300 funcionários com uniformes da companhia, acompanhados por parlamentares de diversos partidos, foram do Congresso Nacional ao Palácio do Planalto para uma audiência com o presidente Lula. A Marcha pela Salvação da Varig, dizem, é uma tentativa dos funcionários de buscar, de forma objetiva, o apoio - por meio de linha de crédito - do governo federal à empresa.

Não faltou conforto na viagem dos manifestantes até Brasília. Os funcionários saíram do aeroporto do Galeão, no Rio, em um avião MD-11, utilizado pela Varig em vôos internacionais, fretado pelas associações signatárias da Marcha.

Para uma observadora do manifesto, no Rio, o protesto dos funcionários da companhia não faz sentido:

- É uma vergonha como a Varig vem sendo gerida há anos. Mas ao invés dos trabalhadores requerirem a empresa ao governo, praticamente decretada sua falência, a pelegada toda tá indo pra Brasília defender a sua diretoria, pedir mais prazos nos pagamentos, enfim, agir como patrão. Assim fica até fácil pra eles. Não precisam nem se mexer. Os próprios funcionários vão defender o patronato. Lindo. E isso mostra como uma breve ameaça ao bolso do trabalhador faz ele passar de oprimido, para cúmplice. Falta muito para a consciencia política nesse país - disse Carolina Lopes.

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