Funcionários da Petrobrás fazem manifestação no Rio
O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) fizeram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira, em frente ao Centro Empresarial do Senado, um dos prédios administrativos da Petrobras, no Centro do Rio.
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) fizeram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira, em frente ao Centro Empresarial do Senado, um dos prédios administrativos da Petrobras, no Centro do Rio. Os integrantes do sindicato, que é vinculado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), questionam a proposta de reajuste salarial apresentada à categoria de 5,73%.
O diretor do Sindipetro-RJ, Toni Furtado, disse que a proposta da empresa não repõe nem mesmo a inflação e cobrou mais diálogo da Petrobras com os servidores. “Por que ela não repõe, pelo menos, a inflação? Já que essa proposta não cobre sequer isso. A gente tem essa postura de lutar para que obtenhamos um ganho real, o que não está acontecendo no momento".
Funcionários da Petrobrás fazem ato de protesto em frente ao Centro Empresarial Senado, prédio da empresa na Lapa, região central da cidade
Ele explicou ainda que a paralisação, que já dura 15 dias, tem sido feita de forma setorial. “A gente escolhe uma das bases e realiza esse questionamento. Contamos com a força dos trabalhadores, que tem nos apoiado", disse Furtado que também pediu mais diálogo. "Gostaríamos também que houvesse um diálogo, que a Petrobras nos chamasse para discutir nossas propostas”, disse.
Em nota, a empresa argumenta que agendou reuniões com os representantes dos empregados nas últimas semanas na sede da companhia e que eles não compareceram. Toni Furtado esclareceu que os sindicalistas não compareceram, por entenderam que a proposta apresentada não merecia ser discutida, já que estava muito abaixo do esperado. “Se fosse um índice aproximado, ou maior que o IPCA, aí sim sentaríamos e conversaríamos", concluiu.
O secretário de comunicação do Sindipetro-RJ, Carlos Espinheira, lamentou a forma como as negociações estão sendo conduzidas e ameaçou paralisação total na empresa.“Eles mudaram a forma de negociar, o que foi ruim pra gente. Na última vez em que estivemos juntos, a postura deles foi de não apresentar nenhuma proposta nova, mas manter a antiga, que eu classifico como provocativa. (...) O que tenho certeza é que passa a imagem de que não estão preocupados. Se for assim, a situação se encaminha para uma paralisação total”, ameaçou.
A nota da Petrobras informa ainda que a empresa apresentou sua proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2015 no mês de setembro e está aberta para negociar com os sindicatos para um entendimento sobre o acordo.
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