Trabalhadores da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga realizaram duas manifestações nesta terça-feira, em frente à da empresa, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Os funcionários cobravam transparência durante a transição da companhia vendida para o consórcio formado pela Petrobras, Braskem e Grupo Ultra.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo, Sérgio Vieira, a grande preocupação dos mais de 800 funcionários da sede da Ipiranga no Rio de Janeiro é com a possível demissão em massa nos próximos meses.
- No desfecho da compra da Ipiranga, a empresa foi loteada em três empresas, em três grandes partes. A primeira parte coube ao Grupo Ultrapar, que vai deter os negócios de distribuição de combustíveis localizados na Região Sudeste. Ocorre que a sede da Ipiranga no Rio de Janeiro administrava todos os negócios da companhia, por todo o país, e como a Ultrapar só vai ficar com a Região Sudeste, com certeza ela vai demitir muitos funcionários. Essa é a nossa preocupação -, explicou.
Segundo Sérgio Vieira, um ofício foi enviado à Ipiranga reivindicando um encontro entre os trabalhadores e a direção da empresa ainda nesta semana, para obter mais detalhes do processo de venda da companhia e sobre o emprego dos funcionários.
De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo Ultra, não há motivos em mudar o centro de decisões da antiga empresa Ipiranga do Rio de Janeiro e nem a intenção de demitir nenhum dos 800 trabalhadores da sede da Ipiranga.
Funcionários da Ipiranga no Rio pedem manutenção de empregos
Terça, 20 de Março de 2007 às 15:00, por: CdB