Servidores da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) foram transferidos do aeroporto de Juiz de Fora (MG), onde trabalhavam, para um que ainda não está operando, em Goianá, na Zona da Mata mineira. A informação surgiu nesta quarta-feira durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo na Câmara e foi confirmada e criticada pelo presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.
Quem trouxe o assunto à tona foi o presidente da CPI, Marco Maia (PT-RS), que disse ter recebido a denúncia do deputado Julio Delgado (PSB-MG). Maia questionou Gaudenzi, que reconheceu a transferência, mas disse que foi realizada antes que ele assumisse a empresa.
O presidente da Infraero, no entanto, evitou atribuir a decisão a seu antecessor, José Carlos Pereira.
— Não sei se foi o [então] presidente, o diretor da área ou o superintendente, mas de fato houve essa transferência —, disse.
Gaudenzi não soube informar quantos servidores estão sem fazer nada no novo aeroporto, mas disse que já determinou o retorno deles a Juiz de Fora.
— Não há nenhum sentido em colocar funcionários em um lugar onde não tem avião, obra, nem nada, e que não terá durante algum tempo —, disse.
Segundo Julio Delgado, são 22 servidores.
Funcionários da Infraero foram transferidos para aeroporto sem aviões
Quarta, 05 de Setembro de 2007 às 15:22, por: CdB