Funcionários da Febem de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, entraram nesta manhã na unidade. Mas, eles estão realizando apenas funções administrativas, sem levar os internos para atividades pedagógicas.
Os funcionários aguardam a chegada da tropa de choque ou da Força Tática da Polícia Militar para que seja feita uma revista no local. Os agentes e monitores temem que os adolescentes estejam armados.
Nesta quinta-feira, os funcionários se recusaram a trabalhar até que entrassem em acordo com a presidência da fundação. Representantes do sindicato exigiram a saída do diretor da unidade 31 e a revista feita pela polícia.
Na quarta-feira, o agente Rogério Rosa, 32, foi assassinado por internos da unidade 31 durante rebelião. No local estão os adolescentes que cometeram crimes mais graves.
O diretor Antonio dos Anjos deixou o cargo na noite de ontem. Segundo a Febem, ele pediu demissão e alegou que estava sendo "pressionado". Em seu lugar assumiu Fábio de Assis, ex-diretor da unidade 30 do complexo de Franco da Rocha, desativada no mês passado.