Uma funcionária da Fundação Escola de Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro (Fesp) negou que tenha vendido o gabarito da prova de Professor Docente I do estado para um dos candidatos. Ela foi ouvida pela polícia na manhã desta quinta-feira.
Segundo o delegado Antônio Silvino Teixeira, da 53ª DP (Mesquita), será feita uma acareação entre a funcionária e o candidato nesta sexta-feira. Por causa da suspeita do vazamento das questões, o concurso foi anulado pelo secretário estadual de Educação, Nelson Maculan. A prova tinha sido realizada no último domingo.
De acordo com Teixeira, não há dúvidas de que o gabarito saiu da Fesp. Das 60 questões a que dois candidatos tiveram acesso, 50 tinham o gabarito. Outras dez, de português, não estavam resolvidas. Um dos candidatos, que teria pago R$ 300 pelo exame e ainda desembolsaria outros R$ 300, entregou a prova para um amigo, também inscrito no concurso, que trabalhava numa escola. Na quinta-feira anterior à prova, foi pedido a uma professora dessa escola que fossem resolvidas as questões. Na segunda-feira, ao perceber que se tratava da prova do concurso, ela procurou a polícia.
Os dois candidatos que tiveram acesso ao exame foram indiciados por estelionato, crime com pena prevista de um a cinco anos de prisão. A funcionária da Fesp ainda não foi indiciada. Segundo Teixeira, isso vai depender da acareação que ainda será realizada. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.
Sindicância
O presidente da Fundação Estadual de Serviço Público (Fesp), Cláudio Mendonça, lamentou a anulação do concurso para Professor Docente I do Magistério Estadual, realizado no dia 9 de dezembro. Ele informou que já mandou instalar apuração sumária para investigar a suposta fraude, através de sindicância.
A presidente da comissão de sindicância é presidida pela auditora da Fesp, Rosania Maria Machado Silva, que está acompanhando as investigações na 53ª DP, em Mesquita, Baixada Fluminense.
O presidente da Fesp anunciou também que as pessoas respónsáveis pelo setor de produção de provas foram afastadas e substituídas por outras, enquanto durarem as investigações.
Funcionária da Fesp nega ter vendido gabarito
Quinta, 13 de Dezembro de 2007 às 14:33, por: CdB