A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro investigará o motivo de o radar do aerobarco que colidiu contra uma embarcação conhecida como chata não ter identificado sua presença antes do acidente ocorrido na última terça-feira à noite na Baía de Guanabara. O secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Alberto de Carvalho, reafirmou ao que a principal causa do acidente foi o fato de a chata estar parada na rota dos aerobarcos que navegam entre Rio e Niterói e apresentar sinalização precária, que não foi avistada pelo comandante do aerobarco. Quarenta pessoas ficaram feridas no acidente. Três homens, sendo um com traumatismo craniano, um com traumatismo no tórax e outro com fraturas múltiplas, foram internados no Hospital Souza Aguiar, sendo que dois dos três feridos com mais gravidade já receberam alta. Enílton Ventura, de 37 anos - que sofreu contusões no rosto e fratura no braço direito - e Francisco Guimarães - que sofreu um corte no crânio e contusão no ombro - já deixaram o hospital. O terceiro ferido, Noel Luís Ferreira, de 60 anos, foi transferido para um hospital particular a pedido da família. Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, os familiares não informaram o nome do hospital para onde Noel foi levado. Ele sofreu contusões no crânio e seu estado de saúde ainda inspira cuidados. O secretário de Defesa Civil informou que o acidente poderia ter sido mais grave se o choque tivesse ocorrido com outro tipo de embarcação. Conforme Carvalho, o fato de o aerobarco navegar com a proa levantada amorteceu o choque, já que ele ficou por cima da chata.
Funcionamento de radar de aerobarco é investigado
Quarta, 18 de Junho de 2003 às 14:01, por: CdB