Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Funasa investe R$ 8 milhões em obras para saúde indígena

Quarta, 27 de Julho de 2005 às 06:58, por: CdB

Aldeias indígenas de 13 estados do país, vão receber, até o fim do ano, investimento de R$ 8 milhões para obras na área da saúde. A iniciativa é da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que pretende construir, com a medida, 68 postos de saúde, 25 pólos-base e cinco Casas de Saúde para atendimento de índios.

Os postos de saúde terão infra-estrutura física e vão funcionar com médico, enfermeiro, dentista e auxiliares de enfermagem. Os pólos atenderão um conjunto de aldeias quando os casos não forem solucionados nos postos de saúde.

As casas de saúde são unidades de apoio aos indígenas que precisam de assistência médica mais especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), nas capitais ou regiões metropolitanas.

O diretor do Departamento de Saúde Indígena da Funasa, Alexandre Padilha, disse que a idéia do investimento é possibilitar a melhoria da atenção em saúde desses povos.

- Os índios terão como principal benefício o seu atendimento numa unidade de saúde adequada, onde será recebido de forma humanizada, com estratégias de acolhimento, com dignidade e com respeito a sua cultura, tanto na construção dentro da aldeia, quanto na casa de saúde dentro da cidade - explicou.

Segundo Padilha, atualmente, em grande parte das aldeias o atendimento em saúde é feito por agentes de saúde, daí a importância de oferecer a essas pessoas um atendimento em saúde mais humanizado. Ele disse que a expectativa é atender a maior parte dos 440 mil índios do Brasil.

- Essas unidades servirão cada vez mais para reduzir a mortalidade infantil, adequar a estrutura de atenção ao parto, propiciar a redução dos indicadores de malária e propiciar o aumento na cobertura vacinal - esclareceu.

Os recursos estão previstos no projeto Vigilância em Saúde do SUS, uma parceria do Ministério da Saúde com o Banco Mundial.O primeiro lote, no valor de R$ 1,1 milhão, já foi liberado para obras nos estados da Paraíba e Roraima.

Ao longo deste semestre, serão liberados recursos para os estados de Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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