O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Paulo Lustosa, assinou, nesta quinta-feira, contrato com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a implementação da vigilância alimentar e nutricional nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis).
O programa, desenvolvido a distância, visa a formar profissionais das equipes multidisciplinares, como médicos, enfermeiros, odontólogos.
O trabalho conjunto se dará em todos os níveis e a estratégia terá início com a capacitação
profissional de 500 profissionais dos 34 Dseis em Vigilância Alimentar e Nutricional na Atenção à Saúde Indígena.
Serão fornecidos CDs, vídeos e dois livros para os profissionais, que dedicarão uma hora de seu expediente de trabalho ao estudo.
A orientação dos profissionais pelos técnicos da Fiocruz ocorrerá por meio de internet, telefone, fax e correio.
O curso de especialização para profissionais de nível superior levará um ano e o de desenvolvimento para o nível médio, nove meses.
Em uma segunda etapa, serão treinados também os agentes indígenas de saúde. À Funasa caberá a tarefa de conceber, acompanhar e avaliar a implementação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena (Sisvan), junto com a Fiocruz.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) ficará com a responsabilidade de capacitação do pessoal.
Para o presidente da Funasa, Paulo Lustosa, o sistema vai combater a desnutrição complementando e enriquecendo a alimentação dos índios e mantendo seus valores culturais.
- Vamos enriquecer a alimentação dos índios seguindo orientação médica, mas respeitando os valores culturais das etnias - explicou o presidente.
A solenidade de assinatura foi realizada às 14h30, no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro.